O combate ao trabalho infantil se iniciou ainda durante a Revolução Industrial. Esse tipo de trabalho, além de por em risco crianças e adolescentes, prejudica o pleno desenvolvimento deles.
Ao longo do século passado, lutas contra o trabalho infantil resultaram na criação de leis que proibiram a prática em grande parte do mundo, inclusive no Brasil. No entanto, apesar da proibição, ainda há mutas crianças que trabalham.
FONTE:
Meia infância - O trabalho infantil no Brasil hoje.
A abertura dos Estados Gerais em Versalhes, 5 de maio de 1789, gravura
de Isidore-Stanislas Helman (1743-1806) sobre desenho de Charles Monnet
(1732-1808)
Isidore-Stanislas Helman / Biblioteca Nacional da França / Wikimedia Commons
Uma parceria entre especialistas em história, computação e
ciências cognitivas está ajudando a mostrar como ideias surgiram e vicejaram
logo após a Revolução Francesa (PNAS, 17 de
abril). Os pesquisadores, vinculados às universidades de Indiana e Carnegie
Mellon, nos Estados Unidos, usaram técnicas de mineração de dados para analisar
transcrições de 40 mil discursos da Assembleia Nacional Constituinte, o
primeiro parlamento pós-revolução, que funcionou de 1789 a 1791. Os textos
estão disponíveis no Arquivo Digital da Revolução Francesa e foram estudados
por meio de um método que combina teoria da informação com estatística para
rastrear padrões de uso de palavras nos debates da assembleia. Enquanto os
representantes à esquerda no espectro político utilizavam uma retórica
inovadora para apresentar suas ideias, os mais conservadores adotavam um
discurso com combinações de palavras familiares para se opor a mudanças. “No
início da revolução, havia muita novidade em andamento. Alguns conceitos
sobressaíram, as pessoas passaram a gravitar em torno deles e os levaram
adiante”, contou a historiadora Rebecca Spang, pesquisadora da Universidade de
Indiana e coautora do estudo, segundo o serviço de notícias Eurekalert. A certa altura, o
carisma dos oradores foi parcialmente neutralizado nos bastidores da assembleia
com a criação de comitês para deliberar sobre temas específicos. “Os comitês se
tornaram centros de poder por meio de seu conhecimento especializado”, disse o
cientista da computação Alexander Barron, primeiro autor do estudo.
O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.
Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático. O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra.
A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos.
Arte e arquitetura: pirâmide da civilização maia
A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.
Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.
A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.
Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes.
Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.
Sistema colonial é o conjunto de relações de dominação e subordinação envolvendo metrópoles e colônias durante a época moderna. Relações mantidas entre áreas metropolitanas e áreas periféricas eram diretas e exclusivas. Originando-se da expansão marítima européia, em meados do século XVI, o sistema comercial mercantilista, também conhecido como Sistema Colonial Tradicional, estendeu-se ate o século XVIII, quando entrou em crise. A denominação mercantilista vincula esse tipo de colonialismo à revolução comercial.
Era o centro do sistema colonial, as metrópoles que disputavam e estabeleciam áreas de influencia na América, na África e na Ásia. As metrópoles asseguravam de forma exclusiva o abastecimento das colônias fornecendo produtos manufaturados e a mão-de-obra escrava sempre com preços elevados. Por outro lado garantiam a apropriação de toda a produção colonial, sempre a preços baixos revendendo-a por preços mais altos no mercado europeu. Alem disso, gravava o mundo colonial com tributos, que as vezes eram excessivos.
Áreas coloniais
Correspondia à periferia do sistema colonial. Porções de terra localizadas na América, África e Ásia, onde se localizavam as colônias e feitorias. As primeiras áreas colônias, no continente americano, operam na área de produção especializada de gêneros do mercado, já as feitorias, típicas da África e Ásia, operavam na área de trocas de mercadorias.
As colônias eram focadas na produção de especiarias para o abastecimento da metrópole, principalmente de produtos tropicais que não eram encontrados na Europa, da mesma forma na extração de metais preciosos.
Relações entre Metrópole e Colônia
Entres as duas áreas que formavam o Sistema Colonial existia um conjunto de regras e relações que fora chamado de Pacto Colonial. Dentre as exigências impostas pela metrópole sobre a colônia destacava-se o exclusivo e navegação coloniais, e o monopólio estatal de determinados produtos coloniais, no caso do Brasil, o pau-brasil, sal, diamantes, etc.
O exclusivo ou monopólio do comércio colonial era seu elemento essencial portanto o definidor das relações metrópole-colônia.
Produção colonial
As colônias tinham a função de complementar e economia européia, e para tal concentravam-se na produção em grande escala de alguns gêneros agrícolas, altamente lucrativos como o açúcar, algodão ou ainda de minérios. Isso tornava a produção colonial altamente especializada e voltada para os interesses da metrópole.
Na montagem de um sistema produtor na América, os recursos naturais como terra eram abundantes. Os capitais de um modo geram, eram escassos e a mão-de-obra era ate abundante em alguns países europeus. No entanto não havia capital para remunerá-la, a solução foi utilizar na colonização americana formas de trabalho compulsório como a servidão temporária, como a mita e encomienda.
Os historiadores acreditam que Gana foi fundada pelo povo soninke no ano 300 e prosperou até meados dos anos 1200. Gana tornou-se conhecida por sua cultura, organização, poder e riqueza obtida devido ao comércio de sal e ouro entre o norte e o oeste da África. O rei recolhia impostos de todos os comerciantes que cruzavam seu domínio. Essas tarifas disponibilizavam os recursos necessários para cuidar do exército e sustentar o governo. Porém, ataques muçulmanos começaram a ocorrer em áreas de todo o império, desestabilizando o governo. Gana lutou contra os muçulmanos por mais de trinta anos, quando muitas províncias menores começaram a romper para formar seus próprios reinos. Durante este tempo, também houve uma grande seca. As pessoas começaram a migrar em busca de um melhor lugar para viver. Depois disso, um novo império mais poderoso assumiu o lugar de Gana.
Império Mali
Mansa Musa governou o Império Mali durante seu apogeu, de 1307 a 1332. Com grande poder na África ocidental, esse império prosperou com o comércio de ouro, marfim e sal, abundantes nas terras conquistadas. Estima-se que sua fortuna era US$ 400 bilhões, em valores atuais, o que o torna o homem mais rico da história. Há vários relatos sobre sua peregrinação à cidade de Meca, sagrada para o islamismo, em 1324. A viagem contou com 60 mil seguidores, além de uma comitiva com 80 camelos, cada um transportando 135 quilos de ouro. Musa estreitou as relações com todo o mundo islâmico, estabelecendo rotas comerciais que se estenderam pelo Egito e até o Marrocos. Nesse período, Mali era uma civilização urbana desenvolvida, com a construção de várias mesquitas e até a criação de uma universidade em Timbuktu. Após a sua morte, o Império Mali enfrentou invasões e diversos conflitos, o que levou a um declínio gradual. Posteriormente, seu território foi dominado pelo Império Songhai.
Representação de Mansa Musa em um atlas catalão de 1375.
Império Songhai
Do início do século XV até o final do século XVI, Songhai foi um dos maiores impérios africanos da história, atingindo seu apogeu sob o comando de Sonni Ali e Aska, o grande. Sua capital era a cidade de Gao, onde um pequeno estado já existia desde o século XI, quando teve o primeiro soberano covertido ao islamismo. A maioria do povo songhai criava rebanhos de animais para viver. Contudo, muitos songhais viviam em grandes cidades, centros comerciais à beira do rio Níger. Em 1591, com posse de armamentos modernos, forças marroquinas capturaram cidades dos songhais, levando à queda do império.
OBS: Além dos vídeos, se acessarem os links que se encontram abaixo dos próprios vídeos ou nas fontes de pesquisa adentraram em sites onde se encontram imagens, textos, mapas, curiosidades sobre o tema pesquisado.
O movimento conhecido como Iluminismo (ou
Ilustração) foi um influente processo cultural, social, filosófico e
político que tem suas origens ainda no século XVII, com a Revolução Científica possibilitada pela pesquisa efetuada por nomes como René Descartes (1596-1650) e Isaac Newton
(1643-1727), mas se desenvolveu plenamente apenas durante o século
seguinte. Por tal motivo, os anos 1700 são qualificados como o “Século das Luzes”.
Embora a França seja amplamente considerada a nação que liderou o
processo de desenvolvimento desta mentalidade, o próprio termo faz
referência à palavra alemã Aufklarung, que significa esclarecimento;
logo, podemos ver os primeiros sinais do movimento em outras partes da
Europa – como o Sacro Império Romano Germânico, Holanda e Inglaterra – antes que o Iluminismo encontrasse terreno mais fértil em França.
Nesta sociedade extraordinariamente desigual, onde as classes
privilegiadas possuíam privilégios e isenções notáveis ao custo da
exploração de parte esmagadora da população, o Iluminismo rapidamente
ganharia adeptos entre a ascendente classe burguesa.
Isto não quer dizer, porém, que o Iluminismo fosse uma escola de
pensamento propriamente dita, e muito menos que se tratasse de um
movimento homogêneo. De fato, seu ecletismo era tamanho que acabava
resultando em um pensamento pouco original para a época. Isso levaria
alguns estudiosos a afirmarem mesmo que o movimento iluminista foi
apenas uma invenção posterior dos revolucionários franceses em busca de
legitimação para suas ações.
O diferencial do Iluminismo em relação aos demais movimentos do
período, contudo, estava em sua abordagem estrita da razão,
principalmente em relação ao viés científico, numa linha de pensamento
que poderia ser aplicada tanto a filósofos e intelectuais quanto a
matemáticos e físicos. Com o passar as décadas, cresceu a ideia de que o
mesmo método poderia ser utilizado com sucesso em outras áreas da vida,
levando ao progresso e à felicidade; assim, em breve a própria política
se apropriaria da ideia da razão como a mais benéfica para a sociedade
em geral, em contraponto à mera autoridade e à estratificação. Alguns
monarcas europeus do período seriam até conhecidos como déspotas iluminados
ou soberanos filósofos – como Catarina II da Rússia (1729-96),
Frederico II da Prússia (1712-86) e, em certa medida, Maria Teresa
d’Áustria (1717-80) – devido às reformas que visavam ao bem-estar de
seus súditos.