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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Locais históricos destruídos pelo Estado Islâmico.



ruinas-cidade-hatra-iraque (Foto: Creative Commons/JoAnn Makinano)
Desde 2013, o autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante – também conhecido pelas siglas ISIL ou ISIS, na tradução do nome do grupo em inglês – luta pela conquista de territórios na Síria e no Iraque, travando uma guerra que já deixou mais de 230 mil mortos e milhões de desabrigados.
Além de tomar posse de cidades sírias e iraquianas, o grupo pretende instaurar um califado, uma forma de governo monárquico e totalitário comandado pela sharia, um conjunto de leis da fé do Alcorão (o livro sagrado do Islamismo), da Suna (os escritos sagrados sobre a vida do profeta Maomé) e uma mistura de tradições e costumes dos primeiros séculos do Islã.
Para afirmar a superioridade do Islamismo, o Estado Islâmico tem se esforçado para destruir sítios arqueológicos e históricos de civilizações e religiões antigas, numa tentativa de apagar o passado.

Em agosto de 2015, um vídeo produzido pelo grupo chocou historiadores do mundo todo. Armado com tratores, explosivos e outras ferramentas de destruição, o Estado Islâmico destruiu o Templo de Baal-Shamin, construído na cidade síria de Palmira, por volta do século II a.C. Desde 1980, o templo dedicado à divindade Baal – também chamado de Baal-Shamin ou Beelshamên – era um Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO, que classificou sua destruição como um gravíssimo crime de guerra.
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